Ontem à noite tive uma aventurra quase que sobrrenaturral bem aqui na nossa cidade onde nada e tude parrece acontecerr. Fiquei o dia tode a matutarr sobrre o Forrum Luisa Todi, já tênhe pensade niste, como estarrão as obrras, dizem que tá a corrrerr mal, outrres dizem que vão gastarr mai dinhêrre, dizem tanta coisa quê achei que devia dirr lá verr com os mês olhinhes. Tamen é verrdade que semprre achei munta estrranhe esta cena de reconstrruir o Forrum a partirr caques velhes, epá aquile é só carrunche e cimente darreia. Há ali qualquerr coisa que tem que terr explicação. Esperrei pela noite chegarr, já passava da meia noite, peguei da minha lanterrna , pús du bolse e pusme a caminhe prró Forrum. Nã tava prraticamente ninguém da rua, quande lá cheguei afastei uma chapa, mas aquela merrda nã verrgava prra me deixarr passar lá prra dentrre. Tava um tube de ferre tode cheie de farrugem du chão, peguei-lhe e fiz dalavanca na chapa prra verr saquile abrria, cumecei a fazerr uma forrça dus mês brraces. Lá abrriu u suficiente prra eu conseguirr passarr uma perrna prró outrre lade, nesse momente o tube deslarrgousse donde táva…bem, a chapas dérrame um aperrtão aqui na zona peixe piça quê nem sabia o que fazerr, porrque se grritasse táva como ó choque, frrito même. Quase cagrrunhirr prra dentrre, fiz uma forrça que sei lá onde fui arranjála, lá afastei as chapas cmentalavam todinhe, dei um salte u mai deprressa que pude, prra puderr sairr dali. O prroblema é qnã reparrei que tava a saltarr même prró burráque das fundações cheinhe de lama salgadiça. Eiiiii, fiquei tode besuntade de lama, tive que me limparr aos restes de corrtinades do palque que porr ali andavam (epá nã diguem nada diste à malta da câmbrra), fiquei todo cinzente parrecia um tubarrão marrtele que tinha dade uma cabeçada dum choque. Bem, já que tava das parrtes mai prrofundas do Luisa Todi, foi même porr ali quentrrei. Táva munta escurre, andei uns metrres e prraticamente nã vi nada de especial, só cimente e fêrre, andei prráli às voltas uns dez minutes e
u piorr foi quande quis voltar prra trrás, parrecia que tava metide num labirrinte. Comecei a sentirr uma brrizazinha nu pescoce caté arrepiava os pêles dus pês, o vente começou comca uivarr ao de levezinhe, a prrincipio parrecia querra imprressão minha, mas quando comece a ouvirr uma voz feminina a sibilarr munte ao de leve quase cadentrre dus mês ouvides uma doce melodia. Cumecei a pensarr “Serrá que é a Luisa Todi a cantarr?”, só pedia serr. Com iste, distrraime porr complete trrupecei numa espécie de mangueirra que prráli tava, arrebentousse, começou a chicotearr tude dum lade prro outrre e a lançarr uns gases centenárrios, chêrrava mai mal cas trrasêrras du trribnal de Setúbal. Ódespois de chêrrar aquile fiquei même zonze, olhei prra frrente e vi uma porrta com uma placa. A placa tinha escrrite Festrroia, mas que merrda serria àquile? Ouvia-se um burrburrinhe du outrre lade da porrta, abrrri a porrta e êrra uma sala de cinema e tavam lá mai de 500 sôces e sôças, e pensei “perra lá, mas ê já nã tava aqui nas catacumbas desta porra e ainda tá iste aqui? Oulha nã devia terr fumade aquela manguêrra…” Entrreé na sala e tava a darr um filme e erra de prrémio, eeii ganda filme aquele, agorra nem malembrra du nome. Grritei e esbrracejei que me farrtei e ninguém olhou prra mim, sebi prró palque esbrracejei e gritei “Já sabem quê tou aqui, o Charroque nunca falha!!!” (aprrovête prra inforrmarr questa frrase foime róbada, mas eu sou amigue du mê amigue e no harrdfilingues), nada, erra como seu nã tivesse ali. Que cena marrada, epá tive que chegarr à conclusão cu filme erra tão bom ou melhorr ca presença du Charroque, vin memborra. Saí dali, aquela melodia não saía da cabeça. Epá, andei prráli mai duma horra à prrocurra da saída e nada, tava munte escurre. Lá encontrrei uma zona dirreita, deiteime a durrmirr e fiquei até de manhã…comêce a ouvirr catrrapilas a fazerr uma chinfrrinêrra, acurrdei, levantei-me à prresa, já conseguia verr a saida prra escapulirr dali prra forra. Quande tava a chegarr à superrficie virra-se um sôce prra mim “Apá, a estas horras e já tás assim tode cagade de lama?!?!? Vai mazé carregarr o reste das sacas de cimente prraqui pro pé dmim, deprressa, dá corrda ós sapates!!”. Eu prra disfarrçar ainda tive que levarr às costas mai de 50 sacas. Quande pude, dei uma corrida tão grrande em direcção ó Rio Sade, foi em linha recta, qual Obicuelo, é o Charroque a baterr o record dos 300 metrres no empedrrade. Dei um merrgulhe, superr gelade, maseu tava cá com um aquecimente du trrabalhe que me fui deitarr du jJarrdim logue ali da relvinha, aaahhh, soube tão bem. Fechei os olhes e perrcebi tude, aquela voz que chama erra a da Luisa Todi, sim, continua a encantarr e os arrquitectes ficarram possuides porr ela e agorra tiverrem que deixarr a alma do Forrum Luisa Todi e construirr tude nove à volta. A Luisa Todi está entrre nós, é bom saberr.

Só um à parrte, gostarria que vissem a campanha da cambrra a apoiarr o Forrum Luisa Todi, aqui. Como tava escurre não consegui tirrar fotes mas podem verr algumas aqui quê deixe.

 

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